O que esperar do fator previdenciário para os próximos anos

por Adove Comunicação / 12 agosto 2015 / Sem Comentários

 

Os últimos meses tem nos apresentado uma série de medidas do Governo Federal que buscam equilíbrio aos cofres públicos, inclusive no que tange a previdência. São essas mudanças no fator previdenciário que exigem atenção de quem está buscando a aposentadoria, ou pensando em organizar tudo da melhor maneira para os anos seguintes.

Uma nova regra para a aposentadoria foi implantada: a fórmula 85/95 que traz alento aos cofres públicos, temporariamente. Isto porque, a regra implantou progressividade, revisões periódicas e aumento dos números gradualmente, tudo isso com foco na sustentabilidade da previdência.

A quem pense que a atual metodologia de aposentadoria logo não existirá mais. Com tantas mudanças surgindo é comum que este pensamento ocorra. A verdade é que para quem está buscando garantir maiores rendimentos após sua vida trabalhista ativa deve acompanhar atentamente o que está surgindo.

A aposentadoria irá variar progressivamente de acordo com as diferentes expectativas de vida de cada faixa etária da população brasileira. Assim, para se aposentar com direito ao benefício integral, o trabalhador vai somar o tempo de contribuição e a idade até chegar a 85, para as mulheres, e 95, no caso dos homens. A partir de 2017, o cálculo será acrescido de um ponto a cada dois anos, até 2019. A partir daí, será de um ponto a cada ano até chegar a 90/100, em 2022.

É importante saber, no entanto que o cálculo continua sendo o mesmo. É considerada a média de 80% das maiores contribuições. As novas regras não preveem a forma de reposição salarial de aposentados. Ou seja, não há regras definitivas para a sua correção. Atualmente, ela depende da decisão de cada governo.

Com tanta instabilidade econômica e medidas sendo adotadas para a contenção de gastos dos cofres públicos é necessário que o contribuinte conheça e monitore ações como esta que implicam em seus rendimentos futuros junto à previdência. Além disso, é importante conhecer outras formas de investimentos como os resgastes automáticos, as aposentadorias privadas e tantas outras opções disponíveis no mercado.

No entanto, o ideal é manter toda documentação das contribuições em regularidade. Manter os cadastrados junto ao PIS e INSS corretos, guardar documentos importantes e ainda pedir extratos de suas contribuições. Em tudo isso o contador poderá auxiliar e apresentar soluções que resultaram em maior segurança no processo de aposentadoria. 

Por  Ciro José Cerutti, contador e empreendedor da Contabilidade Djazil

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