Como sua empresa prevê o pagamento de 13º e férias?

por Adove Comunicação / 28 agosto 2018 / Sem Comentários

O pagamento de 13º salário e férias é uma obrigação dos empregadores que têm funcionários em regime CLT. Esses pagamentos, contudo, podem pesar para as micro e pequenas empresas, que possuem um fluxo de caixa menor. A recomendação é que o gestor se prepare para essa despesa ao longo do ano. Assim, garante não passar por apuros ou precisar lidar com empréstimos para conseguir pagar a bonificação de natal. Saiba mais sobre o planejamento para o pagamento de 13º e férias neste artigo!

Eduardo Tadeu Mantovani, consultor de negócios do Sebrae, aconselha: “O que precisa ser feito é começar a programar o 13º salário e um terço das férias, que são despesas anuais”. Para ele, o ideal é criar um fundo de reserva desde o início do ano. O consultor acrescenta que essa reserva deve ser inserida nas despesas operacionais, ficando em um fundo no fluxo de caixa para ser usada em novembro e dezembro. Assim, quando chegarem as datas de pagamento das duas parcelas do benefício, a empresa já terá alcançado o valor necessário.  Mas é necessário ter atenção com outras despesas, como os encargos sociais.

Uma maneira de fazer isso é incluir este custo no cálculo do preço de venda dos produtos e serviços. Assim, se um funcionário recebe R$ 2 mil a empresa deve guardar todo mês 1/12 da folha de pagamento deste colaborador, e fazer isso para todos os funcionários.

Diminuindo o Impacto no fim do ano

A primeira coisa a se atentar é dimensionar o tamanho do impacto dessas despesas para o caixa da empresa. Por exemplo, no caso do 13º, em termos de custos, ele implica em mais um salário líquido para o funcionário. Assim, se o empreendedor quiser saber aproximadamente de quanto será o desembolso, ele pode considerar um mês a mais na folha líquida de pagamento para cada funcionário.

O provisionamento mensal dos recursos é a melhor maneira de se planejar. Como já exposto, o gestor  faz o cálculo de um doze avos do salário líquido de cada colaborador e vai depositando esse valor em uma conta somente para isso. Pode ser uma conta poupança ou até uma conta investimento, para que o dinheiro não fique completamente parado. O mais fundamental é que empreendedor não mexa nessa conta, para que não tenha surpresas no final de ano e venha a depender de empréstimos.

Aproveite as épocas de “fartura”

Muitas vezes, seja pela sazonalidade ou por qualquer outro motivo, certas empresas possuem um, dois, três períodos do ano que vendam mais. Dessa forma, no momento em que o lucro é maior, o ideal é que o gestor separe uma parte, especialmente se não começou fazer isso desde o começo do ano.

Outra possibilidade prevista por lei é propor que o pagamento da primeira parcela do 13º ocorra quando o funcionário sai de férias, em qualquer momento do ano. Esse é um recurso previsto por lei e pode atenuar o efeito em dezembro, quando as despesas são maiores.

No entanto, o mais comum é as empresas amarrarem as férias também no fim do ano, porque há o Natal, o Ano-novo e as férias escolares. Então, o desembolso costuma ser até maior do que só com o 13º. Ou seja, o provisionamento se torna ainda mais importante à medida que o impacto pode ser maior. É obrigatório pensar nisso com antecedência.

Minha empresa não se planejou. E agora?

Pois bem, já é passado metade de um ano e sabemos que nem todas as empresas conseguiram se planejar. Ou tiveram emergências onde o dinheiro precisou ser gasto (o que também indica um erro no planejamento de caixa).  Planejar e provisionar é sempre o mais ideal, e esse aprendizado deve ficar para os próximos anos.

DjazilSe ao chegar o momento do pagamento do 13º a empresa não possuir dinheiro em caixa, existem duas saídas comumente usadas para resolver isso. Ou o gestor parte para um autofinanciamento e coloca dinheiro do seu próprio bolso na empresa. Ou pega empréstimos de terceiros, atentando-se para os juros que irão decorrer disso. Pensando no lado operacional, são as duas formas mais comuns utilizadas pelas empresas.

Se nenhuma dessas possibilidades existir, o problema tomará um aspecto legal. Multas administrativas são previstas para o atraso ou não pagamento do benefício, e elas podem transformar o acerto com o funcionário em uma bola de neve de novas despesas e prejuízos legais.

Empréstimos

As micro e pequenas empresas devem evitar a todo custo contrair empréstimos ou antecipar a fatura de cartões de crédito para fazer estes pagamentos. Por isso a importância de se planejar para pagar benefícios trabalhistas em dia. O empréstimo pode ser bom para melhorar o capital de giro, aumentar estoques, entre outras operações empresariais. Mas não é um bom negócio no caso do 13º. Isso porque o pagamento destes benefícios geralmente não entra no cálculo do preço de venda de produtos e serviços e impacta diretamente o lucro da empresa. De qualquer maneira, em uma situação extrema, é melhor fazer um empréstimo do que atrasar o pagamento do 13º e férias.

Desmotivação

Além do aspecto operacional e legal (que pode trazer multas e autuações) é preciso lembrar que o não pagamento pode causar um grande estrago na gestão de pessoas. O colaborar já espera e conta com este pagamento significado ao final do ano. O não pagamento traz um problema motivacional, que é péssimo para qualquer negócio. Um bom gestor tem consciência que “os efeitos disso no engajamento e na motivação das pessoas são mais importantes que as multas administrativas”. Por isso, é essencial não deixar de pagar os benefícios, tanto pelo aspecto legal, quanto pela política de bem-estar da empresa em relação aos colaboradores.

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